O que é ser Africano?

Por Edoarda Massaini

Segundo uma leitura tradicional, eurocêntrica, a África é conhecida por uma savana de clima muito seco, inclusive reforçado pelo tão conhecido deserto do Saara, onde sua população sofre com a carestia em todos os âmbitos. Desde coisas mais essenciais, como água e comida até de civilização. Os povos africanos geralmente são imaginados em pequenos povoados, com habitações rústicas e precárias, vivendo de uma agricultura de subsistência.

Passemos então a uma análise desse continente um pouco menos estereotipada. Quase tudo que foi dito acima é verdade, existe a falta de muitas coisas na África, assim como no Brasil, porém a vida das pessoas lá não se resume a isso. Assim como para outros continentes, ser africano é algo extremamente complexo. O motivo pelo qual se cria uma identidade se perde, uma vez que não falam a mesma língua, não tem os mesmos costumes, o que mostra uma cultura heterogênea.

Levando em consideração tudo isso que será tratado de forma mais aprofundada em outra oportunidade, podemos pensar então que na África, assim como em todos os outros lugares do planeta, ainda há problemas sérios a serem sanados, mas também há seres humanos inseridos nessa vida normal e considerada civilizada. Justamente pela diversidade de realidades existentes no continente não podemos caracterizar um tipo africano, mas sim tipos, o agricultor, o camponês, o grande proprietário de terra, o empresário, o trabalhador, o pobre, o rico, a mãe de família, etc. E mesmo assim com algumas ressalvas.

Os tipos sociais são infinitos, e portanto podemos definir que ser africano é aquela pessoa que vive na África, que pode ser inúmeras coisas as mesmo tempo, e não necessariamente obedecerá a estereótipos formados por uma sociedade preconceituosa e pouco informada.

Indico para mostrar esses dois tipos de realidades diferentes um livro que é o Mzungu, de Meja Mwangi. E um vídeo disponível na internet de outra escritora africana que se chama Chimamanda Adichie, o vídeo está em duas partes no youtube, segue o link da primeira:

O contexto histórico dos dois não é o mesmo, mas servirá para mostrar que não existe uma África e sim “Áfricas”.

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